Acordo com a ansiedade a meu lado, ansiedade essa que durante o dia é a minha sombra, quer chova, quer não. A crueldade que me consome, sorrisos falsos demonstrados, felicidade que se remove d’um segundo para o outro, a angústia de saber que pode ser o ultimo dia, o receio de não poder agradecer e a incapacidade de não conseguir mudar nada.
Existe uma falta de força que transborda nos olhos e que me possui a cada passo, que não se torna imune com as recordações. A revolta de não poder voltar com o tempo atrás que permitisse fazer viver tudo de novo de uma forma mais fiel de uma forma mais feliz ainda.
A inclinação exclusiva pelo afecto que aumentará durante todos estes anos, as expressões prestáveis que nunca dei ouvidos, quando na face do abismo dou por mim e estou na palma da tua mão e à procura do bom, do melhor caminho em direcção com o rumo da minha felicidade.
A evidência de falta de ascensão devido às extintas recordações, recordações essas obstinadas com o aumentar do tempo. A forma de andar, o sorriso, o olhar, a forma de falar e as reacções que tomaras comigo sabendo que podia estar errado.
Vai chegar o dia em que dois mundos separados pelo infinito vão partir uma barreira que ambos construímos, dessa barreira vão restar os esboços. Tantos anos de luta, labuta demorados para alcançar que me deixam possuídos pela resignação de poder chegar ao fim.
Um dia encontra-mo-nos.